Arco

Ateliê
transdisciplinar

Arco do Teles,
Praça XV
de Novembro, 34
Rio de Janeiro

O Arco

Uma casa de circulação no Centro do Rio

O Centro do Rio é feito de camadas: o que a cidade construiu, o que ela abandonou e uma cena de arte que anda nascendo por cima. O Arco abre dentro dessa cena, na sobreloja do 34 da Praça XV, no edifício histórico do Arco do Teles.

O que é

O Arco é um ateliê transdisciplinar. Pintura, audiovisual e design dividem a mesma sala e nunca trabalham isolados: se atravessam, se questionam e saem diferentes do encontro. Em outra faceta, é ateliê-escola, um espaço coletivo de criação e aprendizado que conecta pessoas e territórios pela troca e pela educação horizontal, num fluxo constante entre quem está dentro e quem chega.

As condições que permitiram o surgimento da vida são as mesmas que permitem a arte: elementos simples que, combinados, geram energia e formam estrutura nova. E a combinação não para. Cada estrutura entra em outra, com naturezas que não se pareciam, e o resultado é ora ordinário, ora extraordinário. Nenhum dos dois se prevê, e é por isso que a porta fica aberta.

Três eixos

Pintura

Desenho, pintura e a técnica tratada como ferramenta de acesso, não como dom.

Audiovisual

Fotografia, cinematografia e registro, com a rua e o efêmero como matéria.

Design

Moda, gráfico e produto: o fazer como método de investigação, do molde à peça.

O que sai de uma linguagem vira matéria da outra: a fotografia entra no desenho, o desenho entra no design. O trabalho de um inevitavelmente encontra e influencia o do outro.

As frentes da casa

Quem mora aqui

Os habitantes são quatro, e o ateliê é dividido no dia a dia.

Chiko Francisco Guimarães · artista plástico e desenhista
foto do trabalho

Francisco “Chiko” Guimarães é artista plástico e desenhista. Sua prática parte do desenho, construída ao longo de anos de estudo de anatomia, observação e arte urbana, e de lá se expande para a pintura e a técnica mista.

Investiga a distorção anatômica como representação da dissociação entre corpo e mente no mundo contemporâneo, e o contraste entre a paisagem natural e a expansão urbana. Nesse caminho, passa a enxergar repetições visuais entre o corpo humano e a natureza: veias e raízes, troncos e juntas, cipós e cabelos, gramas e pelos, rochas e peles.

Menos inventar do que revelar, seu trabalho persegue uma visualidade que antecede e atravessa a experiência humana, aquilo que já estava ali antes de o olhar nomear. É a arte urbana que ensina esse olhar: entende que transforma de verdade aquela que é acessível e democrática, em acesso e estética.

Atua também como professor de desenho e orientador na escola Radar e no Arco, seu ateliê.

@chikopg

Luis Luis Bellas · design de moda
foto do trabalho

Luis cria com presença. Formado em moda, mas nunca coube num lugar só: desenho, pintura, marcenaria, gráfica, animação, e tudo que carrega materialidade têxtil vira território de experimento.

Trabalha transitando, salta entre materiais, práticas e ferramentas como método, testando caminhos e reinventando a forma de concluir cada ideia. Essa inquietação toda tem um centro, uma pesquisa que não larga dele sobre capturar e permanecer no presente, esse instante impermanente que insiste em escapar.

Criar, pra ele, é um jeito de estar aqui por inteiro. No Arco, segue nessa: mãos em muitas coisas ao mesmo tempo, aprendendo na troca com quem passa pelo espaço.

@luis_bellas

Bill Guilherme Ferreira · fotografia, cinematografia e design de produto
foto do trabalho

Constrói sua trajetória artística a partir de uma relação profunda com as ruas, espaço que, desde a infância, captura sua atenção pelo contraste constante que sempre lhe incomodou. Essa vivência inicial, marcada por inquietações, transforma-se ao longo do tempo em consciência crítica, orientando um trabalho que busca não apenas observar, mas também questionar e organizar o caos ao seu redor, evitando que a revolta se traduza em reprodução de ódio.

A fotografia surge em seu percurso como uma ferramenta essencial de expressão. Mais do que um meio estético, ela se estabelece como linguagem e posicionamento, permitindo ao artista dar forma ao seu incômodo diante da realidade. Seu olhar se volta para aquilo que frequentemente passa despercebido: histórias, rostos e existências que habitam as margens e que, em sua obra, ganham visibilidade e dignidade.

Seu principal campo de investigação são as relações interpessoais nas ruas e suas extensões, como se constroem, se tensionam e reverberam no outro. Através dessas narrativas, Guilherme propõe um exercício de sensibilização e consciência, convidando o espectador a confrontar tanto a urgência desconfortável quanto as sutilezas poéticas do cotidiano. Seu trabalho busca, assim, despertar o senso crítico e, de alguma forma, devolver às ruas parte daquilo que delas recebeu.

@eon.bill

Estagiário José Vanzolini

Habilitado para quase qualquer tarefa.

Os quatro dividem a mesma sala, e é dividindo que o trabalho de um encontra o do outro: a fotografia entra no desenho, o desenho entra no design, e o que sai de uma linguagem vira matéria da outra.

O conceito e a identidade visual do Arco são de Ívanno José, do Só Letra Braba, que anda com a casa desde antes de ela abrir.

Onde fica

Endereço
Arco do Teles, Praça XV de Novembro, 34, Sobreloja, Centro, Rio de Janeiro
Instagram
@arco_xv
Visitação
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Aulas e rodas
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O contemporâneo é o agora, não é classe, é presente. É por isso que a casa é aberta e o acesso é fácil.

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